Por Bruno Corrêa Bortoletto (C.S) e Andre Aliperti (R.I)**

Nós, estudantes da Faculdade de Ciências Sociais queremos expressar nosso horror e repúdio ao fechamento de turmas nos cursos de história e ciências sociais, além da não abertura de nenhuma turma do curso de geografia. Não obstante tamanho descaso, é sabido das intenções da Fundação São Paulo de repetir a grotesca ação de demissão em larga escala ocorrida no ano de 2006, em que por volta de 200 professores foram sumariamente caçados e desligados da universidade. É no sentido de expressar o desespero e o medo com relação ao horizonte sombrio no futuro da PUC que nós, estudantes, nos manifestamos.
A situação é extremamente grave e beira o colapso da universidade, enterrando sua história de luta. Seu algoz é conhecido: a política de reestruturação acadêmica, administrativa e econômica perpetrada pela Fundação São Paulo.

Com o argumento de combate ao rombo financeiro, a Fundação aplica uma política de elitização e diminuição da universidade; política esta que é contrária até mesmo à lógica capitalista, tomando como exemplo a redução de 1200 estudantes entre os anos de 2011 e 2012, sobretudo por conta dos altos preços e da queda da qualidade acadêmica em geral; números que certamente se mantém neste último ano.

Apesar de os esforços neste e nos outros colegiados da universidade serem quase nulos, pois as decisões últimas estão sempre à cabo do CONSAD, os estudantes não abrem mão de lutar contra o programa da Fundação em todas as instâncias possíveis.

Lutamos não apenas porque sentimos na pele a decadência da universidade, mas porque acreditamos que cursos como ciências sociais, história, geografia e filosofia constuíram a história da PUC com seus quadros docentes e seus alunos excepcionais e ainda tem muitos pontos a oferecer à universidade, seja no âmbito acadêmico, seja no âmbito financeiro. Para tanto basta que a direção da universidade e seu corpo acadêmico abandonem o projeto de apequenamento proposto pela FUNDASP. A PUC pode e deve resgatar seu nome e seu lugar entre as principais instituições de ensino do país, mantendo sempre sua característica vanguardista.

Então nos perguntamos: como a Fundação e a reitoria querem falar de excelência acadêmica sendo que os esforços são para acabar com os nossos cursos? Até quando as medidas tomadas seguirão os mesmos trilhos que vem descarrilhando a universidade nos últimos anos? As mesmas medidas foram tomadas anos atrás e os resultados apenas agravaram os problemas. É necessário cometer o mesmo erro novamente para aprender a lição?

Lembramos que não somos apenas contra este projeto, mas estamos dispostos a colaborar com outro futuro, desde que nossos esforços sejam de fato ouvidos no mesmo grau que as demandas da FUNDASP; já que somos nós junto com os professores que mantemos mais esta instituição do que os que alegam manter.

*Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão

**Conselheiros discentes da Faculdade de Ciências Sociais no CEPE