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Rock na Prainha, foto de Ágatha Soares

Rock na Prainha, foto de Ágatha Soares

Texto publicado no ultimo PucViva (28/10/2013)

Em uma de suas cartas enviadas a Peter Gast, Friedrich Nietzsche disse “a vida sem a música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa, um exílio”. As palavras do filosofo não seriam diferente para a PUC-SP.

Entre outras qualidades, nossa universidade é excepcionalmente reconhecida entre os jovens por sua cultura de liberdade, resistência á ditadura e engajamento político-social – de professores e estudantes. Combater ou eliminar esses traços, seria extinguir as características que a tornam única.

Se o caráter político vem sendo lentamente estrangulado, as recentes apresentações musicais realizadas entre os intervalos, re-oxigenam o ânimo. A pró-reitoria comunitária dá um grande passo, digno de ser reconhecido e aplaudido, em reconhecer com coragem uma de suas diferenças ao invés de confronta-las. Parabéns especial ao Prof. Dr. Jarbas Vargas Nascimento, assistente da Procrc, que tornou a ideia viável após o sucesso do evento feito na comemoração dos 67 anos da PUCSP.

É por meio de eventos culturais como estes, que a PUC-SP recebe numerosos alunos de outras universidades e diferentes regiões de São Paulo. Aqui no “front“, interage-se com estudantes de cursinhos, Mackenzie, ESPM, FGV, Metodista, USP e etc. A ideia não só alivia o cérebro e anima o ambiente acadêmico, como também mantêm vivo o espírito livre que tantos jovens procuram. Obviamente, que o calculo para não prejudicar outras atividades no campus requer um certo grau de responsabilidade. Mas como bem disse Vitor Hugo “Tudo o que aumenta a liberdade, aumenta a responsabilidade”. Não seria assim, a liberdade conquistada – ou perdida – na juventude, o elemento explosivo responsável pelas aspirações políticas, que tem se alastrado em diversas manifestações por todo o país?

A próxima pró-reitora de cultura e relações comunitárias, tendo em vista que Rosana Nunes dos Santos pediu as contas, terá uma relevante tarefa em não deixa morrer esta peculiaridade. E conforme for, consolidar esta e outras praticas das quais os jovens universitários procuram cada vez mais, e encontram cada vez menos.

*Cauê Seignemartin Ameni estudante de ciências sociais, representante discente no CECCOM e vendedor de livros no CACS.